Você se compara com frequência?

Você se compara com frequência?

Já parou para perceber como você se compara erroneamente com outras pessoas?

Temos o mau hábito de sermos cruéis consigo mesmos, sempre nos comparando a pessoas que estão em situações de vida diferentes da nossa e, consequentemente, nos sentindo mal por não estarmos igual a elas.

Entender a diferença entre se comparar e se inspirar é muito importante para mudar essa postura.

O problema é que ao fazer isso, ignoramos nossa história e olhamos apenas o glamour do outro, como se fosse muito fácil e tivéssemos a obrigação de estar lá no mesmo ponto que eles, mesmo vivendo coisas diferentes e estando em outros pontos de evolução.

Pensa comigo, geralmente esperamos que as coisas estejam perfeitas para começarmos – queremos iniciar uma aula de dança com a mesma técnica que outras pessoas que já estão em aula a mais tempo que nós, queremos falar um idioma como uma pessoa que mora há anos no exterior, queremos ser perfeitos em um determinado trabalho como o colega que já está na empresa há 5 anos, e por aí vai. Isso além de cruel é injusto, pois te coloca em uma situação de inferioridade constante – afinal você nunca será melhor que ninguém, pois sempre olhará para quem está a mais tempo lá que você.

Nos acostumamos a pensar assim e, com o tempo, já começamos a procurar um ponto fora da curva, como uma pessoa que aos 17 anos já tem bilhões porque criou um negócio super rentável, por exemplo. Daí começamos a falar para nós mesmos que somos um fracasso total, porque chegando aos 30 estamos trabalhando e ainda não conquistamos a casa, carro e família que o meio social nos impôs (posso aprofundar isso em outro texto se quiserem, me contem nos comentários o que acham!).

Vejo frequentemente isso acontecer no consultório e também falo com consciência de causa, pois pensei assim por muito tempo. Por isso, hoje trouxe 4 dicas importantes para que você reflita e comece a se livrar dessas comparações injustas.

1. Dê o tempo certo para as coisas

Entenda que leva tempo para se aperfeiçoar nas coisas. Não adianta se cobrar por ser uma dançarina profissional na sua primeira aula de dança, você vai errar algumas coisas e acertar outras, e assim vai evoluindo e criando seu jeito de aprender. Sei que o sonho de princesa de todo mundo é acordar pronta, mas isso não existe e também tira boa parte do prazer de alcançar os objetivos.

Pensa só, você não nasceu sabendo andar, para isso precisou de um tempo para aprender a sustentar a coluna, aprender a ficar em pé e finalmente (depois de muitos tombos) a andar. As coisas levam o tempo delas, não adianta querer andar se você ainda nem sustenta a cabeça.

2. Comparação x Inspiração

Entender a diferença entre se comparar e se inspirar é muito importante para mudar essa postura: Uma coisa é olhar para outra pessoa, que tem uma realidade diferente da sua e se comparar dizendo que deveria estar igual a ela, ignorando toda sua história pessoal. Outra coisa é olhar para essa pessoa e pensar que admira características dela e se inspirar nos caminhos e práticas dela para ao seu modo melhorar sua prática.

Quando você estava aprendendo a andar, não ajudaria em nada olhar para outras crianças andando e se culpar por não andar como eles, mas se inspirar pensando “Quero andar com essa facilidade, vou observar como fazem e adaptar para minha forma de andar”.

3. Pratique

Sei que isso é obvio, mas geralmente ignoramos que praticar é o único jeito de melhorar, daí paralisamos e ficamos esperando ficar melhor enquanto nos julgamos por não estar melhorando.

Hoje você não precisa pensar para andar, apenas anda. Isso porque você praticou por muito tempo. Se quisesse andar como anda agora aos 02 anos se frustraria demais, entender que precisa praticar é parte importante do processo.

Quando você estava aprendendo a andar, não ajudaria em nada olhar para outras crianças andando e se culpar por não andar como eles, mas se inspirar pensando “Quero andar com essa facilidade, vou observar como fazem e adaptar para minha forma de andar”.

4. Não julgue

Achamos que essa autocobrança de julgamento ajuda a fazer as coisas melhor – mas não, isso apenas nos paralisa. Você está em um constante processo de melhora, precisa se tratar com carinho e acolher os erros e acertos com amorosidade. Sei que não é fácil, mas é preciso praticar esse autoamor. Abrir mão desse tipo de atitude é essencial no processo de não se comparar.

Imagina o que teria acontecido com você se quando estivesse aprendendo a andar se julgasse como faz agora. Provavelmente você não andaria até hoje ou teria demorado muito mais tempo, além de sofrido bem mais.

É um processo contínuo e que leva tempo, mas um dia de cada vez você se acostuma, aprende e desenvolve isso. Com o tempo você estará andando por aí e poderá inclusive correr! Tudo da SUA maneira de fazer.

Espero que esse conteúdo te ajude a começar uma mudança, que te dará liberdade para ser e aprender, sem pensar que está atrasada ou que é inferior a outras pessoas.

Me conta nos comentários o que achou das dicas e como se sente para começar a praticar. Ah, e lembre-se de ajudar uma amiga também, enviando esse texto para ela. Juntas, vocês podem praticar essas dicas e evoluir nesse processo!

Psicologa Debora Barros

Debora Barros

Psicóloga
Apoiando a transformação da sua autoimagem e melhora da sua autoestima.
11 93300-9142

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2 Comentários

  1. Dirlene Silva
    6 meses atrás

    Que artigo incrível, Débora!! Excelente escrita e conteúdo. É essencial que sejamos PROTAGONISTAS de nossas vidas, entendendo
    que ninguém é igual a ninguém.

    • Debora Barros
      6 meses atrás

      Gratidão pelo feedback! É isso mesmo, ser protagonista da própria história sem comparações injustas.

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