Já ouviu falar que a escrita pode ser terapêutica?

Já ouviu falar que a escrita pode ser terapêutica?

Escrever auxilia no autoconhecimento, te permite colocar no papel, sentimentos e emoções que você não sabia como expressar, ajuda a organizar as ideias com relação a algum tema, dizer coisas que estão engasgadas para alguém ou até mesmo se despedir de alguém importante.

Pois é, escrever faz um bem danado! Tenho certeza que as mulheres que escreveram aqui para o Prateleira de Mulher também vão te afirmar isso.

Eu utilizo muito esse recurso no consultório e gera resultados muito interessantes. As vezes tenho vontade de convidar meus pacientes a fazer uma coletânea dos escritos e publicar, pois saem coisas tão lindas e fortes, muitas vezes dando voz a dores e histórias de muitas pessoas.

Isso acontece porque ao escrever você organiza os pensamentos, repensa ideias, reduz o barulho que faz na sua cabeça e expressa o que está sentindo de forma visceral.

Além disso, a escrita auxilia no autoconhecimento: você passa a ter uma visão diferente das coisas, consegue encerrar assuntos que rondavam sua cabeça faz tempo e até mesmo ressignificar sua história.

Claro que a escrita não equivale a uma sessão de psicoterapia, mas contribui muito no tratamento e serve para todos – inclusive quem não quer fazer psicoterapia.

A essa altura você deve estar se perguntando: “Ok, mas como faz isso aí?”. Vou te explicar um jeito mais genérico, que gosto bastante. Mas lembre-se que você pode adaptar para ser mais confortável e divertido para você.

Prepare o ambiente

Coloque uma playlist que te deixe no clima da emoção que quer sentir, pegue uma bebida que goste e sente-se em um espaço confortável onde ninguém te interromperá durante a escrita.

Pegue caneta e papel

Pode ser sulfite, um caderno dedicado para escrita, papel de pão ou até mesmo meios digitais (bloco de notas do celular, word e afins).

Escreva!

Você deve ter estranhado que não tem um item pedindo para você pensar no assunto que irá escrever. Mas é isso mesmo! A ideia é a escrita ser livre e fluída, deixando sair o que aparecer, sem julgamentos ou preocupações com regras gramaticais, aparência da letra ou se aquilo tudo está fazendo sentido. Só deixa sair e se permita sentir o que vier!

Decida o que fazer com o que foi escrito

Depois de escrever, você pensa o que quer fazer com o que foi escrito: pode guardar, queimar, entregar para alguém, publicar. O que você achar mais válido. O simbolismo disso será subjetivo.

Esse exercício de escrita pode ser feito quantas vezes você quiser e com o tema que achar relevante. Algumas pessoas tem diários onde escrevem todos os dias como estão se sentindo (super indico!). Outras fazem apenas com temas pontuais. Vale usar da forma que fizer mais sentido para você!

Espero que esse texto tenha te ajudado a encontrar uma nova ferramenta terapêutica e com ela a possibilidade de aumentar seu autoconhecimento.

Experimente fazer isso e depois me conta nos comentários o que achou. Compartilhe também com as suas amigas que podem se beneficiar com isso.

debora barros psicóloga

Debora Barros

Psicóloga
Apoiando a transformação da sua autoimagem e melhora da sua autoestima.
11 93300-9142

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