Desafiando e encorajando meu próprio eu

Desafiando e encorajando meu próprio eu

Meu nome é Samanta, tenho 25 anos e uma vontade visceral de viver.

Antes de começar, deixarei uma frase que gosto muito para vocês: “Para sair da gaiola, é preciso ter coragem para voar.”

No Brasil eu trabalhava como estagiária no escritório de recrutamento do Exército Brasileiro e estava no último semestre da faculdade.

Tinha uma vida confortável com tudo que alguém da minha idade gostaria ter. Eu estava realmente muito bem e nunca tinha passado pela minha cabeça a ideia de fazer um intercâmbio. Eu apenas tinha a vontade de viajar ou morar fora, mas nunca antes tinha saído do país. Até que um certo dia, em uma conversa com a minha mãe, tive um daqueles momentos que você começa a refletir sobre a vida e sobre seu futuro.

O que eu realmente quero para a minha vida?

Algumas horas depois, resolvi levar essa história de intercâmbio adiante e fui pesquisar e me informar quais seriam as melhores opções para uma jovem com uma vontade enorme e um medo maior ainda. Mas meus 21 anos de idade enfrentaria isso.

Ir para outro país, com o inglês básico, morar em casa de família e cuidar de criança?

Era impossível não ter medo, apesar de todos me apoiarem, mas tentei colocar o medo de lado e focar nos meus objetivos que eram: aprender inglês, sair da zona de conforto e aprender mais sobre a vida e ver o que ela tinha pra me ensinar. Porque eu queria muito mais do que uma estabilidade, eu queria ver a vida de um outro ângulo. Sem meus pais me apoiando a todo momento, sem os amigos por perto, eu queria DESAFIOS, aqueles que mudam a nossa vida positivamente e que fazem a gente crescer culturalmente e ter mais consciência emocional.

E se já não bastasse tudo isso, escolhi o programa de intercâmbio chamado de Au pair, que era muito mais do que um intercâmbio, ou como muitos dizem, uma loucura. Ir para outro país, com o inglês básico, morar em casa de família e cuidar de criança?

Samanta

Sim, senhoras e senhores, era desse tipo de zona de conforto que eu queria sair. E era o risco que eu estava disposta a enfrentar e sem saber o que poderia acontecer. E nem tudo foram flores, muita coisa deu errado, foram muitos perrengues, muita vontade de desistir e muitas lágrimas, entretanto foi uma escolha minha e a melhor escolha da minha vida. Foram 4 meses morando no Colorado e 1 ano e 8 meses morando na Flórida (sem contar os 14 estados que conheci).

Os Estados Unidos em particular me pegou, arrancou minhas expectativas, me derrubou várias vezes, me fez sorrir, chorar, agradecer, desejar, amar, me sentir bem, crescer e sempre me mostrou que tudo é possível, basta você acreditar e fazer acontecer.

Retornei ao Brasil uma Samanta mais forte, dominando a língua estrangeira que era um dos meus objetivos, mais independente e muito mais disposta a enfrentar as diversidades e as delícias que a vida me apresentar.

Eu me desafiei, e particularmente foi a melhor escolha até aqui.

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01 Comentário

  1. Nívea Galvão
    10 meses atrás

    Parabéns Samanta, o mundo realmente precisa de mulheres fortes e com vontade de aprender e crescer a cada dia !!

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